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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Como o sal é produzido
O processo de extração do sal marinho divide-se em três etapas: a concentração da água do mar, a cristalização do cloreto de sódio e a colheita e lavagem. Por utilizar processos naturais, a produção da Norsal sofre influência do clima e é programada de acordo com as estações de seca e de chuvas: o bombeamento, concentração e cristalização da água do mar começam em junho/julho, início da estação seca. A colheita e a lavagem do sal cristalizado são feitas entre agosto e fevereiro. De março a maio, período de chuvas da região salineira, o processo é interrompido. Esse tempo é dedicado à manutenção e ao preparo da nova safra.
Pureza desde o bombeamento da água do mar
A pureza dos produtos da Norsal começa na captação, que é feita diretamente de águas virgens do Oceano Atlântico para a área de evaporação.É o inicio de uma viagem de cerca de 60 dias pelos tanques das salinas
A pureza dos produtos da Norsal começa na captação, que é feita diretamente de águas virgens do Oceano Atlântico para a área de evaporação.É o inicio de uma viagem de cerca de 60 dias pelos tanques das salinas
Um ecossistema semelhante ao do mar
A água do mar é exposta ao sol para evaporar e aumentar a concentração de sal. A evaporação média é de 8 milímetros por dia. Nesta fase, a fauna e a flora ainda são semelhantes às do mar.
A água do mar é exposta ao sol para evaporar e aumentar a concentração de sal. A evaporação média é de 8 milímetros por dia. Nesta fase, a fauna e a flora ainda são semelhantes às do mar.
Fauna e flora de ambientes salinos
Aumenta a concentração de sal, produzindo uma salmoura de maior densidade. As espécies de plantas e de animais começam a se mostrar diferentes das do mar e aparecem os primeiros exemplares de fauna e flora típicos de ambientes salinos.
Aumenta a concentração de sal, produzindo uma salmoura de maior densidade. As espécies de plantas e de animais começam a se mostrar diferentes das do mar e aparecem os primeiros exemplares de fauna e flora típicos de ambientes salinos.
A artêmia entra em ação
Nesse ponto introduz-se na salmoura a artêmia salina, um micro-crustáceo que age como filtro biológico, absorvendo todos os microorganismos e purificando a salmoura.A salmoura continua a se concentrar até atingir o limite de saturação e ficar pronta para ser transferida para os cristalizadores.
Nesse ponto introduz-se na salmoura a artêmia salina, um micro-crustáceo que age como filtro biológico, absorvendo todos os microorganismos e purificando a salmoura.A salmoura continua a se concentrar até atingir o limite de saturação e ficar pronta para ser transferida para os cristalizadores.
Cristais acumulados: hora da colheita
Nos cristalizadores, a evaporação da salmoura saturada precipita os cristais de sal. Cada cristalizador mantém uma lâmina de 30 a 40 centímetros de salmoura, que é trocada a cada trinta ou quarenta dias.Precipita-se por mês uma camada de 2,5 a 3 centímetros de sal. Quando a camada chega a uma altura de 15 a 18 centímetros, retira-se a salmoura e inicia-se a colheita.
Nos cristalizadores, a evaporação da salmoura saturada precipita os cristais de sal. Cada cristalizador mantém uma lâmina de 30 a 40 centímetros de salmoura, que é trocada a cada trinta ou quarenta dias.Precipita-se por mês uma camada de 2,5 a 3 centímetros de sal. Quando a camada chega a uma altura de 15 a 18 centímetros, retira-se a salmoura e inicia-se a colheita.
Usina nuclear explode no Japão após tsunami causado por terremoto
O sal corrosivo da água do mar pode ser mais um problemas na usina nuclear de Fukushima, danificada há duas semanas pelo grande terremoto, seguido de um tsunami no Japão.
A violência das águas destruiu as unidades de controle que tinham o objetivo de manter a refrigeração da água que flui através dos reatores em caso de emergência, obrigando os operadores da usina a utilizar água do mar para resfriar seus reatores e tanques de armazenamento de combustível.
Agora, os especialistas estão preocupados quanto aos possíveis efeitos prejudiciais do depósitos de sal em reatores e sistemas de refrigeração. A água do mar ferve por conta do intenso calor do combustível, mas as partículas salinas permaneces no local.
Aproximadamente 26 toneladas de sal já podem ter sido acumuladas na unidade 1 do reator, enquanto acredita-se que as unidades maiores 2 e 3 contenham o dobro dessa quantidade.
Lahey conta que um grupo internacional de especialistas nucleares foi criado para solucionar o problema. A idéia é tentar inundar com água fresca, o mais rápido possível, os compartimentos em que o sal está armazenado na tentativa de mandar os depósitos volta para o mar.
A preocupação, de acordo com Lahey, é que o sal forme camadas de revestimento sobre as locais que armazenam o combustível, fazendo com que eles se aqueçam ainda mais rápido, o que anula o objetivo primordial de resfriamento através da água.
Andrew Sherry, do Centro Nuclear do Instituto Dalton, da Universidade de Manchester, Inglaterra, alerta para dois outros problemas que podem surgir.
Um deles é a possibilidade dos depósitos de sal entupirem tubos, bombas e válvulas do sistemas de refrigeração, impedindo-os de funcionar corretamente quando a usina voltar a funcionar.
“Os resíduos vão restringir o fluxo, não há dúvida sobre isso”, garante Sherry. “Se isso leva a problemas graves nas bombas ou nas válvulas de abertura, eu não sei”.
A segunda é que o cloreto de sódio presente no sal pode estar criando buracos na camada externa de revestimento de óxido de zircônio dos locais de armazenamento de combustível. Essa corrosão poderia chegar até o combustível radioativo, formando buracos e rachaduras que permitiriam a liberação de elementos radioativos, o que agravaria a situação de intoxicação radioativa no ambiente.
Nos últimos dias, os níveis de ambos os isótopos têm aumentado no solo, na água do mar, em alimentos e na água potável na região.
Os níveis de substâncias radioativas no leite e nos vegetais produzidos perto da usina nuclear também têm aumentado a ponto de os residentes da província de Fukushima serem advertidos para não comer espinafre nem outros vegetais de folhas verdes.
Se o sal está contribuindo para os problemas ou não, Sherry diz que seria útil livrar-se dele de qualquer maneira. “Em última análise, pretendemos expulsar a água do mar completamente e restabelecer as condições normais de funcionamento químico do sistema de reator”, afirma.
Há sinais encorajadores de que esse processo pode prestes a acontecer. Até o dia 24, a energia tinha sido restabelecida em todos os seis reatores de Fukushima, assim como as luzes voltaram a funcionar na sala de controle das unidades 1 e 3. Antes disso, trabalhadores eram obrigados a passar a jornada na escuridão completa.
Mais importante, os trabalhadores também estão perto de testar uma bomba de refrigeração que, pela primeira vez, é capaz de injetar água fresca ao invés de água do mar no reator da unidade 3.
Apesar da boa notícia, uma nota triste. Dois trabalhadores tiveram de ser hospitalizados após caminhar na água contaminada radioativamente durante a instalação dos equipamentos necessários.
Se este estudo não fosse feito nós teríamos um problema mais grave ainda, se água estives muito contaminada não prejudicaria só o Japão, mas sim todo o planeta. Com uma doença muito grave que são:
Radioactividade | Efeitos no organismo Humano |
Até 250 msv | Lesões cutâneas de recuperação total possível |
250 a 1000 msv | “Doença da radiação”: anemia por lesões da medula óssea; Alterações nos glóbulos brancos, aumentando o risco de infecções; Hemorragias por perda da capacidade de coagulação lesões na mucosa do estômago e dos intestinos, com vómitos, diarreia, debilidade e úlceras; |
1 a 4 sv | Dose semi-letal: doença grave por radiação, mortal em 50 % dos casos, por destruição da medula, lesões encefálicas e cardiovasculares, e hemorragias internas espontâneas. |
5 a 30 sv | Dose letal: danos graves no sistema nervoso, morte certa no prazo de 3 dias. |
Japão
O acidente nuclear ocorrido na central de Fukushima no nordeste do Japão, foi avaliado no nível 4, numa escala de 7.
O reator numéro 1 da central de Fukushima N°1, situado a 250 km ao norte de Tóquio, teve uma série de problemas (falha no sistema de resfriamento, aumento de pressão), forçando as autoridades a abrir suas válvulas para liberar o excesso de vapor. Gerando um tsunami (onda gigante com potencial destrutivo) que ameaça países da costa do Oceano Após o grande tremor, um alerta foi dado para ondas de até seis metros de altura no país Pacífico.
O Centro de Alerta de Tsunames do Pacífico, agência americana, também emitiu um alerta para vários países, de onda de até dez metros. Vários governos emitiram alertas e alguns ordenaram a retirada de moradores de áreas costeira.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
QUÍMICA DA ÁGUA
Água tem grande parte no planeta que são aproximadamente 70% do planeta. mas de toda esta água é utilizada apenas 0.01%.
As características químicas das águas subterrâneas refletem os meios por onde percolam, guardando uma estreita relação com os tipos de rochas drenados e com os produtos das atividades humanas adquiridos ao longo de seu trajeto. Em áreas industrializadas encontra-se uma forte marca das atividades humanas na qualidade química das águas. Esta relação é em particular marcante onde predominam os aquíferos do tipo fissural, passíveis de serem facilmente influenciados pelas atividades humanas. Nas proximidades dos grandes centros urbanos temos problemas associados às seguintes descargas de poluentes: efluentes líquidos industriais e domésticos, vazamentos de depósitos de combustíveis, chorumes provenientes de depósitos de lixo doméstico, descargas gasosas e de material particulado lançado na atmosfera pelas indústrias e veículos. Nas áreas onde se desenvolve algum tipo de agricultura, a química da água pode estar fortemente influenciada pelos produtos químicos utilizados: inseticidas, herbicidas, adubos químicos, calcário, entre outros.
Estação de Tratamento de Esgotos - ETE
Os Sistemas de Tratamento de Esgotos implantados. Utilizam as mais recentes tecnologias, garantindo o reuso do efluente tratado em: reciclo em processo, irrigação, regas, torre de resfriamento, lavagem de pisos, e diversos outros fins.
Águas industriais
Recebem a denominação de águas industriais aquelas utilizadas em plantas industriais para:
– Geração de vapor/energia
– Refrigeração/resfriamento
– Lavagens e outros usos diversos
Impurezas encontradas na água
Águas superficiais e subterrâneas que são usadas nos processos industriais, encontramos as seguintes substâncias dissolvidas:
Dureza, representada basicamente pelos íons cálcio e magnésio (Ca2+ e Mg2+), principalmente os sulfatos (SO42-), carbonatos (CO32-) e bicarbonatos (HCO3-).
Sílica solúvel (SiO2) e silicatos (SiO32-) associados a vários cátions.
Óxidos metálicos (principalmente de ferro), originados de processos corrosivos.
Diversas outras substâncias inorgânicas dissolvidas.
Material orgânico, óleos, graxas, açúcares, material de processo, contaminantes de condensados, etc.
Gases, como oxigênio, gás carbônico, amônia, óxidos de nitrogênio e enxofre.
Materiais em suspensão, como areia, argila, lodo, etc.
Tratamentos para água de refrigeração
Fundamentalmente, os objetivos do tratamento da água de resfriamento são:
– Evitar a formação de incrustações
– Minimizar os processos corrosivos
– Controlar o desenvolvimento microbiológico
Tratam Remoção de contaminantes de origem orgânica: floculação
Remoção de contaminantes de origem inorgânica: dispersão
Inibição à corrosão
Controle de desenvolvimento microbiológico
Tratamentos de superfície
Os metais utilizados nos sistemas de resfriamento (principalmente aço carbono, ferro e o fundido) podem receber tratamentos anticorrosivos em sua superfície, que impedem que o metal entre em contato direto com o ambiente. Estes tratamentos podem ser feitos com base em processos de galvanoplastia (tais como cromação, galvanização, niquelação, etc.) ou por meio de pinturas específicas (zarção, primers, fosfatizantes, tintas epóxi, recobrimento com PVC).
Ao ser aplicado este tipo de tratamento, deve-se assegurar a integridade do filme de proteção formado, uma vez que qualquer descontinuidade ou falha no mesmo pode ocasionar pontos de corrosão localizada.
Tratamento de águas servidas
A extensão do tratamento necessário é medida em duas bases:
– Teor de sólidos suspensos
– Demanda bioquímica de oxigênio – DBO que mede o teor de impurezas pela necessidade de oxigênio necessária para oxidá-la.
Tratamento de águas servidas
Os métodos de tratamento de esgotos são geralmente divididos em:
– Primários ou tratamento físico;
– Secundários ou tratamento bioquímico e
– Terciário
Tratamento primário
Reduz de 30 a 60% dos sólidos suspensos e da DBO
Consiste de peneiramento, clarificação, filtração e cloração
Tratamento secundário
A matéria orgânica dissolvida é oxidada de forma a reduzir de 85 a 90% a DBO.
Utiliza lodo ativado e sistema de aeração
O lodo atiTratamento terciáriovado contém microorganismos aeróbicos que digerem o material do esgoto
A águra ainda contém P, N e C que podem servir de nutrientes para o crescimento de algas e outras plantas aquáticas.
Retirada do P como fosfatos é feita pela precipitação com cal ou hidróxido de alumínio.
Á guas servidas industriais
Problema mais complexo e mais difícil que o tratamento de esgotos devido a grande diversidade de contaminantes químicos de cada tipo de instalação industrial.
Rejeitos ácidos ou básicos são neutralizados
Rejeitos com matéria orgânica são tratados como os esgotos
Resta o problema dos rejeitos dos tratamentos feitos para tratar a água servida.
Tirarafo do texto
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